A DAMA OCULTA, ETHEL LINA WHITE, EDITORA VESTÍGIO

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ISBN-13: 9788582862919 ISBN-10: 8582862911 Ano: 2016 / Páginas: 272 Idioma: português Editora: Vestígio

SINOPSE



A Dama Oculta, Ethel Lina White

O livro que deu origem ao clássico homônimo de Alfred Hitchcock, A dama oculta, é por si só uma obra envolvente e extraordinário. Sua força está na maestria com que Ethel Lina White constrói atmosferas sinistras e perturbadoras, que pairam até mesmo sobre as cenas aparentemente mais corriqueiras.

Iris Carr e uma jovem e bela socialite que retorna para a Inglaterra após passar férias no continente europeu. Sentindo-se só intimidada durante a viagem de trem, ela encontra conforto na companhia de uma estranha que conhece apenas como “Srta.Froy”. O conforto logo se transforma em pânico quando a Srta. Froy some sem deixar vestígios. Questionando a própria sanidade e desconfiado das reais intenções das pessoas a sua volta, Iris tenta desesperadamente desvendar o súbito desaparecimento de sua companheira de viagem – uma mulher que ninguém mais se lembra de ter visto!

Hitchcock adotou este clássico e se viu compelido a imprimir-lhe, em 1938, sua marca cinematográfica.


Iris é uma jovem inglesa órfã e rica que tem um grupo de amigos que gostam de aproveitar a vida fazendo festas e viajando. A história começa em um hotel, em algum lugar não especificado pela autora. Após um desentendimento com seus amigos, Iris decide ficar mais dois dias no hotel enquanto o grupo volta para a Inglaterra. Com raiva e querendo um tempo longe do mal-entendido, após deixar o grupo na estação, ela decide desbravar as montanhas próximo a região que, de início, parecia uma boa ideia. Iris se empolga e sobe em uma das montanhas, mas quase não consegue descer e acaba se machucando. Perdida, tenta pedir ajuda ao um homem que não fala sua língua e, com isso, ela se desespera, mas consegue voltar a sua hospedagem. Sua aparência e seu mal humor da experiência e seus amigos barulhentos dos dias anteriores já são motivo de fofocas entre as duas senhoras britânicas hospedadas ali.

Além das duas senhoras fofoqueiras, estão hospedados um pároco e sua esposa e um casal em lua de mel.


A Dama Oculta, Ethel Lina White

Todos viajam no trem com Íris, mas preferem manter distância por não se amigarem com o comportamento da moça que, além ser uma mulher jovem, estava viajando sozinha. Antes de embarcar, Iris sente uma dor violenta na nuca e desmaia. As pessoas que a ajudam dizem que o desmaio foi causado pela insolação e este desconforto irá acompanhá-la em toda a viagem.

Em sua cabine se encontra uma Baronesa grosseira, um casal com sua filha e uma loira muito bem arrumada, que, entre todos, se tornou a única que lhe foi amigável, a convidando para uma xicara de chá e uma longa conversa sobre sua viagem e família.

Por ter sido escrita em 1936, vemos o machismo e o patriarcalismo claro daquela época. O professor e seu aluno que resolvem ajudá-la consideram que deram ouvidos a uma histérica, e um médico muito suspeito constata que Íris não está em seu perfeito juízo, já que para ele uma mulher que viaja sozinha e demonstra tal comportamento deveria ser encaminhada ao manicômio. Sem falar que a maioria não concorda com o comportamento da moça e negam a existência da senhora que por alguns foi vista andando com Iris pelo trem.

Com todos duvidando de Iris, ela ainda se mostra uma mulher forte, com certas inseguranças, mas que persiste em provar seu fato e vai contra todo os preconceitos daqueles homens e passageiros que duvidam de sua sanidade.

A história leva a agonia muitas vezes pois tem trechos que descreve a ansiedade dos pais idosos da Srta.Froy em recebê-la, junto com o cachorro que vai à estação todos os dias aguardar sua chegada (quem mais aí lembrou do filme Sempre Ao Seu Lado ein!), intercalando com as tentativas de Iris, muitas vezes falha, em provar que Srta.Froy existe e que pode estar em grave perigo.


A Dama Oculta, Ethel Lina White

Antes, Iris era rodeada de amigos que usufruíam de seu dinheiro em viagens e festas, sempre opinando e muitas vezes escolhendo por ela. Agora ela está completamente sozinha e vai ter de lidar com a hostilidade e o preconceito, colocando a prova suas capacidades para encontrar alguém que mal conhece.

A leitura me levou muitas vezes a agonia e a beira da loucura junto com a personagem que, com todos a convencendo que estava louca, quase duvidou da existência da famigerada Srta. Froy. Os personagens foram bem construídos e a maioria tem sua importância na história. Uma leitura rápida e viciante.


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Esperam que tenham gostado da resenha e até a próxima!

Bjs da Mari.

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