EDIFÍCIO JOELMA - PT1 O CRIME DO POÇO

#sentapraler #splarrepios #edificiojoelma #ocrimedopoço


Oi, oi, oi meus xuxus!


Dando continuidade a nossa coluna Senta pra Ler Arrepios, vim contar a história do Edifício Joelma!


Mas claro que antes de mostrar como ele é hoje, que tal fazermos uma viagem no tempo nessa parte 1?


O local onde o Edifício Joelma foi construído por muito tempo abrigou um Pelourinho. Após sua desapropriação, uma casa foi construída bem próxima, na Rua Santo Antônio, quase na esquina com a Avenida Nove de Julho, e em 1948, ocorreu um assassinato que deixou São Paulo em choque:



O Crime do Poço.



O crime foi cometido por Paulo Ferreira de Camargo, um químico e professor assistente da USP, na época com 26 anos. Paulo matou sua mãe, Benedita Ferreira de Camargo, de 56 anos, e as suas irmãs Maria Antonieta, 23 anos, e Cordélia, 19 anos.

No dia 5 de novembro, Paulo havia dito a amigos que iria viajar com sua família para o Paraná. Alguns dias depois, estranhamente, enviou notícias para os mesmos, dando a infeliz notícia de que suas irmãs e mãe haviam falecido em um acidente de carro quando estavam próximas a Curitiba. Claro que a estranheza se agravou quando perceberam que não havia uma comunicação das mulheres da família quanto a essa viagem aos vizinhos e amigos e, ainda mais, quando nem o funeral fora realizado. Vizinhos e familiares, desconfiados, notificaram as autoridades, que deram início a uma investigação.

O Crime do Poço

Claro que descobriram que próximo a data dos desaparecimentos, Paulo havia construído um poço em seu quintal, usando como desculpa a montagem de uma fábrica de adubos e que a água encanada não iria servir para que o trabalho fosse bem desenvolvido. De posse dessas informações, os policiais foram investigar seu trabalho e, o professor e doutor Hoffman, de quem Paulo era assistente, disse que o mesmo vinha realizando questionamentos no mínimo bizarros, como quais eram os melhores agentes químicos para corroer um cadáver.

Então, em 23 de novembro de 1948, os policiais fizeram uma visitinha ao suspeito, questionando sobre o poço. Paulo os levou até o local que, ao menos superficialmente, não apresentava nada suspeito. Desconfiados, os policiais pediram que o Corpo de bombeiros fosse até o local e escavassem. Imagina só a surpresa ao encontrar três corpos jogados no poço, de cabeça para baixo, com a cabeça e braços amarrados e envoltos em um pano preto!

Se fosse apenas isso, já bastaria de horror, não é? Só que não!

Enquanto os policiais e bombeiros escavavam, Paulo disse que iria ao banheiro. Até então tudo bem, já que as portas externas e janelas da casa estavam sendo vigiadas. Paulo entrou em sua casa, empunhou sua arma e cometeu suicídio.

A perícia definiu que os assassinatos ocorreram em etapas: o primeiro teria ocorrido próximo às 10 da manhã do dia 4 de Novembro, sendo a primeira vítima sua mãe, seguida de sua irmã mais velha e, assim que cometeu o ato, arrastou seus corpos para o quintal dos fundos. A terceira vítima estava no trabalho, e, assim que chegou para o almoço, por volta do meio dia, foi executada.

O motivo nunca fora descoberto, mas haviam duas hipóteses: o fato de sua família não aprovar seu relacionamento com uma enfermeira (Isaltina dos Amaros, na época com 13 anos) e o segundo seria que elas estavam gravemente doentes e ele não teria como pagar o tratamento.



Assombrado?



O local, já por ter abrigado um Pelourinho, era cheio de histórias sinistras. Houveram relatos de que Paulo ouvia e via coisas pela casa, o que fora aguçando uma loucura e vontade insana de machucar sua família.

O que acharam dessa primeira parte?? Semana que vem vamos conhecer a história do Edifício e todos os mistérios que a cercam!

110 visualizações8 comentários