O Colecionador, John Fowles

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Nota: 4 de 5.


Resenha do Livro no Skoob

“O Colecionador” é o primeiro livro de John Fowles, escrito em 1963. O romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele então passa a ter uma ambição: seqüestrar a bela Miranda, seu amor platônico. A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor apenas a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, contando com sua superioridade de caráter, confunde e ofusca o medíocre seqüestrador.


--------------------------------------Minhas Impressões


Sim! Eu não achei esse livro o melhor de todos. É um clássico, isso é fato, mas confesso que alguns pontos me deixaram desgostosa. Então, como Jack, o Estripador, vamos por partes (pegou?)


Parte 1- é a visão de Clegg sobre o que ele está fazendo. Para ele, o fato de se ter dinheiro e de se amar, todo ato se torna justificável. Assim como muitos psicopatas, ele cria uma rotina de observar, anotar e acompanhar a rotina da vítima, Miranda, que nem imagina o inferno pelo qual irá passar. Para ele, o processo do sequestro é como um test drive da vida de casado que terá com ela e, se agradá-la, comprando tudo aquilo que ela quiser, ela irá amá-lo. Talvez ele não tenha analisado direito.


Parte 2 - é a visão de Miranda quanto o Caliban, apelido dado por ela ao Clegg. Confesso que essa foi a parte que começou a me fazer não gostar tanto do livro. Miranda nada mais é do que uma menina mimada que odeia meninas e meninos mimados, com uma fixação bizarra por um homem que ela chama de GP. Talvez, em termos de bizarrice, a fixação dela por GP se equipare ao de Caliban por ela. Nesse ponto, a narrativa se torna chata e extremamente repetitiva e cansativa.


Parte 3 - é a parte da revolta, mas seria sacanagem te contar porquê!


E você? O que achou?! Beijo da Lua!

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